• 20/06/2024

Pesquisas apontam que o ato de treinar é uma forma eficaz de prevenir o suicídio

Além dos tantos benefícios já conhecidos para a saúde física, alguns estudos feitos ao redor do mundo já apontaram que treinar também previne o suicídio.

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Como problema de saúde pública, com impactos psicológicos, sociais e econômicos para o paciente e às pessoas de seu entorno, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que todos os anos mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que de HIV, malária e câncer de mama.

Contudo, pesquisas e profissionais de saúde têm confirmado que exercícios físicos reduzem as tentativas, devido à liberação de substâncias relacionadas ao bem-estar que ajudam na melhora do humor, na autoestima e na diminuição da ansiedade e da insônia.

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“Os efeitos da endorfina, e indiretamente da irisina e do cortisol, contribuem para uma melhora consistente do bem estar das pessoas que sofrem de algum transtorno mental”, comenta Yaskara Luersen, psiquiatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A prática de atividades físicas pode diminuir a tristeza, ajuda na melhora da depressão e no enfrentamento do comportamento suicida. Também tem forte atuação no combate ao estresse e na melhora da qualidade do sono, que são fatores de risco para o suicídio.

“O esporte é uma ferramenta importante na prevenção, sempre combinado com outras medidas, como o tratamento médico e psicológico”, esclarece a psiquiatra.

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Estudo sobre treino e suicídio

Estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, T.H. Chan, descobriu que correr 15 minutos por dia ou caminhar durante uma hora reduz o risco de depressão grave em 26%. Além de aliviar os sintomas de depressão, pesquisas também mostram que manter uma programação de exercícios pode prevenir recaídas.

O esporte promove alterações no cérebro, incluindo crescimento neural, redução da inflamação e novos padrões de atividade que promovem sensações de calma e bem-estar.

“O esporte e as atividades físicas, em geral, quando realizados de forma regular por um período considerável de tempo, promovem alterações cerebrais que são comprovadamente associadas com bem estar físico e mental, além de serem considerados como primeira linha de tratamento para diversas doenças psiquiátricas como depressão e ansiedade, e trazem melhoras cognitivas (memória, concentração) e sociais (diminuição de isolamento)”, afirma Yaskara.

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