• 24/05/2024

OMS diz ter confiança em dados sobre mortos na Faixa de Gaza

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou, nesta terça-feira (14), total confiança nos números de mortos do Ministério da Saúde de Gaza, afirmando que a organização está prestes a confirmar a escala de perdas registrada pelo Hamas, depois que Israel questionou uma mudança nos números.

Na semana passada, o Ministério da Saúde de Gaza atualizou o levantamento de mortes para cerca de 35 mil desde 7 de outubro, dizendo que cerca de 25 mil delas foram totalmente identificadas até o momento, das quais mais da metade eram mulheres e crianças.

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Isso provocou alegações de Israel de imprecisão, já que as autoridades palestinas haviam estimado anteriormente que mais de 70% dos mortos eram mulheres e crianças. As agências da ONU republicaram os números palestinos, que desde então subiram para mais de 35 mil mortos, citando a fonte.

“Não há nada de errado com os dados, os dados gerais (mais de 35 mil) ainda são os mesmos”, disse o porta-voz da OMS Christian Lindmeier, em uma coletiva de imprensa em Genebra, em resposta a perguntas sobre o número de mortos. “O fato de termos agora 25 mil pessoas identificadas é um passo à frente”, acrescentou.

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Com base em sua própria extrapolação dos dados palestinos mais recentes, ele disse que cerca de 60% das vítimas eram mulheres e crianças, e que muitos corpos enterrados sob escombros provavelmente se enquadrariam nessas categorias quando fossem identificados.

O porta-voz da organização acrescentou que é “normal” que o número de mortos mude em conflitos, lembrando que Israel havia revisado para baixo seu próprio número de mortos nos ataques do Hamas em 7 de outubro, para 1,2 mil após verificações.

“Estamos falando basicamente de 35 mil pessoas mortas, e realmente cada vida é importante, não é?”, disse Liz Throssel, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, na mesma entrevista. “E sabemos que muitas e muitas dessas pessoas são mulheres e crianças e há milhares de desaparecidos sob os escombros.”

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(Reuters)

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