• 04/04/2025

Servidores da CEB são investigados por cobrar propina em troca do fornecimento de energia no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou uma operação, na manhã desta quinta-feira (31), para cumprir 19 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão contra servidores, ex-funcionários e terceirizados da Companhia Energética de Brasília (CEB).

Segundo as investigações, o grupo cobrava propina de empresas em troca da prestação de serviços como o fornecimento de energia elétrica em obras embargadas.  A estimativa é que, com a fraude, a CEB tenha deixado de receber R$ 600 milhões em dívidas não pagas.

  • Ceilândia
  • Estrutural
  • Gama
  • Recanto das Emas
  • Santa Maria
  • Sobradinho
  • Taguatinga
  • Águas Lindas (GO)
  • Novo Gama (GO)

Em nota, a CEB informou que “presta todo o apoio necessário às autoridades policiais na investigação”. No comunicado, a companhia cita ainda que a inadimplência e as perdas por furto ou por fraude “prejudicam tanto a empresa quanto o consumidor honesto e bom pagador”.

A operação, que tem o apoio do Ministério Público, foi batizada de Apate. De acordo com o delegado-chefe da Coordenação Especial de Combate ao Crime Organizado (Cecor), Leonardo de Castro, os alvos são investigados há seis meses.

Desvios

Segundo as investigações, o grupo vinculado à CEB se organizava em seis núcleos para praticar irregularidades. Em um dos casos, os suspeitos executavam serviços particulares, de forma ilegal, e cobravam valores mais baixos como se fossem para companhia.

Além disso, a força-tarefa apurou que servidores – efetivos e terceirizados – e ex-funcionários da empresa pública adulteravam medidores de energia elétrica para que clientes fossem beneficiados com cobranças mais baratas.

Leia também   Feira Rural atrai público com destaques da agricultura local

Em outros casos, os suspeitos chegavam a ligar o serviço de energia em obras que estavam embargadas no Distrito Federal, mediante o pagamento de propina.

Ainda no esquema, os investigados autorizavam a transferência de titularidade da conta sem que o cliente beneficiado tivesse que pagar pela dívida acumulada.

Se comprovada a autoria dos crimes, os suspeitos vão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e estelionato contra a Administração Pública.

(G1)

Read Previous

Integrantes da CPI do Feminicídio na CLDF são escolhidos

Read Next

Bom e barato! Soro fisiológico vira novo aliado da beleza