• 14/06/2024

Veja como a música tem poder sensorial e curador

A música, com sua habilidade única de unir sons, silêncios e ruídos, emerge como um instrumento que converte frequências distorcidas em uma harmonia original, alinhada ao som universal. Essa poderosa força não apenas transforma a audição, mas transcende para a percepção, sensação e cognição, proporcionando equilíbrio e elevando a qualidade de vida.

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É difícil estabelecer, com precisão, as origens da música. Gostamos de pensar que se o universo é constituído por vibrações, e que vibração é som. Em outras palavras, somos todos feitos de matéria sonora e vivemos em um mundo de som. Nessa perspectiva, o som sempre existiu e encerra em si características holísticas, da ordem do supranatural e, por isso, exerce tanto poder e fascínio.

Música no tempo e no corpo

Podemos dizer que a música é tida como expressão e comunicação de sentidos, sensações e emoções, tanto em níveis individuais quanto coletivos pelo princípio da ressonância. Ela reflete não só uma época como também as sociedades e as culturas que existem nesta época, ao mesmo tempo em que é refletora de um tempo e das sociedades e culturas que existem neste período.

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Precisamos nos ater também ao fato de que se somos, todos e tudo, vibrações sonoras. Elas precisam ser captadas por nossos ouvidos e transmitidas ao nosso cérebro. O estudo da estrutura e do funcionamento do cérebro evoluiu muito nos últimos anos. Hoje já sabemos que cada região cerebral contribui de forma específica para o funcionamento do sistema funcional como um todo. A relevância desses estudos em relação à música reside na descoberta de que o nosso cérebro se constitui numa verdadeira caixa de ressonância. Todo ele é musical.

Potencial curador

Vivemos em um mundo acelerado, estressado e, muitas vezes, somos envolvidos por esse movimento. Pessoas são transformadas em produtos e trabalhadores em workaholics, todos adoecidos. Assim é que a cura pelo som tem sido uma modalidade terapêutica crescente atualmente, assim como o foi nos primórdios. Tornou-se inegável a premissa de que o som afeta nosso corpo, nossa mente, nossa psique e nosso espírito.

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A música afeta a nossa mente porque estimula neurotransmissores capazes de promover a sensação de paz. Ela interfere no nosso corpo, promovendo a liberação de hormônios como a endorfina, relacionada à sensação de prazer e bem-estar, o que reduz a tensão muscular. Sabemos que o ritmo cadenciado pode alterar a frequência cardíaca e a respiração.

Além disso, a música estimula a psique, pois ativa memórias afetivas acolhedoras, com potencial de nos acalmar profundamente. E auxilia na interação social, afinal, quem não se contagia com uma boa cantoria? Por isso, o encanto por terapias expressivas, como a musicoterapia e a arteterapia.

A música tem potencial de transformar e complementar o que estamos sentindo
A música tem potencial de transformar e complementar o que estamos sentindo – Foto: Africa Studio | Shutterstock / Portal EdiCase

Busque boas músicas

Entretanto, cabe-nos informar que os poderes da música também estão em seu lado sombrio e podem contribuir para o adoecimento de uma pessoa e, mesmo, de um planeta. Daí, a atenção plena ao que ouvimos para não entrarmos em ressonância com frequências distorcidas que, no lugar de promoverem saúde, nos adoecem.

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As funções da música foram se modificando ao longo do tempo. Na Antiguidade, ela servia para as manifestações de sentido religioso, sendo também utilizada em celebrações e nos diversos rituais. A bíblia relata que os muros de Jericó caíram quando os sacerdotes tocaram as suas trombetas e que Davi fazia adormecer o rei Saul ao som de sua lira.

Então, busquemos a boa música, para ouvir e cantar, gerando boas energias!

Por Marcia Victorio

Mestre em Música, psicóloga e arteterapeuta. Membro fundador da Associação de Arteterapia do Rio de Janeiro. Entre os livros publicados estão “Um Jardim Musical” e “Impressões Sonoras – Música em arteterapia”, ambos pela Wak Editora.

 

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