A ginástica artística brasileira voltou a ganhar destaque internacional neste domingo (25). Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na final da trave do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, disputado em Roterdã, na Holanda, coroando uma trajetória marcada por persistência, superação e dedicação ao esporte.
A brasileira terminou a disputa na terceira colocação, atrás de Kaylia Nemour, da Argélia, e Zhang Qingying, da China. O resultado veio um dia depois de Rebeca Andrade conquistar o ouro no salto, ampliando o protagonismo do Brasil na competição.
Aos 1,42 metro de altura, Flávia, conhecida como a pequena notável da ginástica brasileira, celebrou emocionada a conquista de uma medalha mundial na trave, aparelho em que se destaca desde o início da carreira.
“Foi um trabalho muito bem-feito, estratégias montadas para colocar o máximo de dificuldade. Tá todo mundo lutando por cada décimo. Eu queria aproveitar essa oportunidade e fazer o meu melhor”, afirmou a ginasta em entrevista ao SporTV.

Flávia Saraiva supera dez anos de espera por medalha na trave
A conquista tem um significado especial para a ginasta de 27 anos. Desde sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Flávia Saraiva buscava alcançar o pódio internacional na trave, um de seus principais aparelhos.
A brasileira apresentou uma série consistente na decisão do Mundial de Roterdã e recebeu 14,300 pontos, sendo 6,100 pela dificuldade e 8,200 pela execução. Apesar de um desequilíbrio durante a apresentação, conseguiu assegurar a terceira colocação.
“Vim para disputar e para estar entre as melhores. Finalmente consegui depois de dez anos tentando. Dá um alívio, mas agora quero mais”, declarou a atleta.
Ao recordar sua estreia olímpica, Flávia destacou o caminho percorrido até a conquista.
“Essa medalha representa uma menina de 16 anos em sua primeira final olímpica. Muito orgulhosa de ter treinado mais dez anos e ter conquistado essa primeira medalha na trave em Mundial. Eu me sinto muito feliz”, afirmou.


