• 20 de maio de 2022

Dicas para sair das dívidas e entrar no azul no segundo semestre

Por Janaina Ornelas – Educadora financeira

Estar com todas as contas em dia e entrar no segundo semestre livre das dívidas é o sonho e meta de vida de muitos brasileiros. Traçar estratégias e fazer um planejamento financeiro para se manter no azul nos próximos meses do ano precisa ser levado em consideração para as famílias que desejam, enfim, sair do vermelho.

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Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,7% das famílias brasileiras fecharam o mês de abril deste ano com alguma dívida, contra 77,5% em março. O percentual registrado é um novo recorde de inadimplentes, já que, em comparação com abril do ano passado, a parcela de endividados era de 67,5% do total.

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Diante da alta da inflação e o percentual elevado de endividados, principalmente, em decorrência do uso do cartão de crédito, como é possível fazer uma reserva de emergência ou juntar dinheiro para quitar as dívidas? Na avaliação da educadora financeira Janaina Ornelas, especialista em planejamento financeiro pessoal e empreendedorismo, um passo importante é conhecer os objetivos financeiros e ter um bom controle do orçamento doméstico.

“O planejamento financeiro é extremamente importante para auxiliar as famílias que queiram sair das dívidas. É preciso colocar no papel todas as dívidas, sejam elas de cartão de crédito, cheque especial, contas de água, luz, IPTU, IPVA, mensalidade escolar, financiamento. Depois de fazer um levantamento de todas as pendências, é hora de entrar em contato com os credores e negociar o saldo devedor. Se for possível fazer uma proposta para quitação à vista, melhor. Caso contrário, faça uma simulação em parcelas e veja se o valor mensal cabe no seu orçamento”, orienta a especialista.

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Ainda de acordo com Janaina Ornelas, todos os brasileiros podem começar a fazer um planejamento financeiro e, inclusive, guardar parte do salário mesmo para quem ganha um salário mínimo.

“Na verdade, o maior problema não é o quanto a pessoa ganha, mas o quanto gasta. Há pessoas que ganham pouco e conseguem fazer uma reserva de emergência, por exemplo. Com a alta da inflação, manter um salário mínimo até o fim do mês pode ser complicado e uma das possibilidades é cortar custos ou buscar novas fontes de renda extra para completar os ganhos”, ressalta a educadora financeira.

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Reserva de emergência

A reserva de emergência também deve constar no planejamento financeiro para o caso de alguma eventualidade inesperada. “Como não conseguimos prever o futuro, devemos ao menos estar preparados para situações inesperadas. Por isso, a reserva de emergência deve ser um valor de pelo menos seis vezes o custo de vida da família e, se possível, aplicado em um local de fácil acesso e sem riscos. Vale lembrar que deve ser destinado apenas para as emergências, como, por exemplo, consertar o carro, desemprego, tratamento médico ou outras eventualidades”, finaliza Janaina Ornelas.

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