• 20 de maio de 2022

Batata, leite, táxi, remédios: veja o que mais subiu de preço em abril

Por Portal Exame

A inflação de abril fechou o mês com variação de 1,06% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo divulgou nesta quarta-feira, 11, o IBGE. A alta foi menor do que a de março, mas esta ainda é a maior inflação para o mês de abril em 26 anos, desde 1996. 

Veja também

Independência financeira motiva 40% das mulheres a empreenderem

No acumulado de 12 meses, a inflação foi de 12,13%.

Como nos meses anteriores, alimentos e combustíveis puxaram as altas. Juntos, os grupos de “Alimentos e Bebidas” e “Transportes” (que incluem os combustíveis) responderam por 80% do IPCA de abril, diz o IBGE.

Além de raízes (como a cenoura, uma das campeãs de inflação no ano), legumes e hortaliças, um destaque nas altas de preço são as farinhas e produtos panificados, em meio à disparada do preço do trigo no mercado internacional com a guerra na Ucrânia.

O pão francês, por exemplo, subiu 4,5% no mês.

A gasolina, que tem o maior impacto na cesta do IPCA, subiu 2,5% em abril, mas não esteve entre as maiores altas do mês: o vencedor entre os combustíveis foi o etanol, que subiu mais de 8%, seguido pelo diesel, que ficou quase 5% mais caro.

Leia também   Guedes confirma que auxílio emergencial será prorrogado por 3 meses

Como nos meses anteriores, alimentos e combustíveis puxaram as altas. Juntos, os grupos de “Alimentos e Bebidas” e “Transportes” (que incluem os combustíveis) responderam por 80% do IPCA de abril, diz o IBGE.

Além de raízes (como a cenoura, uma das campeãs de inflação no ano), legumes e hortaliças, um destaque nas altas de preço são as farinhas e produtos panificados, em meio à disparada do preço do trigo no mercado internacional com a guerra na Ucrânia.

O pão francês, por exemplo, subiu 4,5% no mês.

A gasolina, que tem o maior impacto na cesta do IPCA, subiu 2,5% em abril, mas não esteve entre as maiores altas do mês: o vencedor entre os combustíveis foi o etanol, que subiu mais de 8%, seguido pelo diesel, que ficou quase 5% mais caro.

Desta vez, além disso, há alguns outros destaques: as corridas de táxi subiram mais de 9% em abril, com reajuste nas tarifas em várias cidades, como São Paulo. O transporte por aplicativo (que inclui apps como Uber e 99) subiu pouco mais de 4% no mês.

Leia também   Bens de consumo ficarão ainda mais caros no mundo todo

Os táxis vinham com preços muito competitivos diante das altas do transporte por aplicativo: no IPCA, subiram somente 11% em um ano até abril, perto de 67% dos apps.

Os remédios também tiveram reajuste geral no mês passado. Com base na inflação acumulada do último ano, foi autorizado pelo órgão regulador do setor um reajuste de até 10,9% nos medicamentos, a depender da categoria, e que fez vários remédios figurarem entre as maiores altas de abril.


Veja os produtos que mais subiram de preço em abril

(variação mensal, em %)

  • Batata-inglesa — 18.28%
  • Morango —  17.66%
  • Maracujá —  15.99%
  • Couve-flor — 13.25%
  • Açaí (emulsão) — 11.73%
  • Leite longa vida — 10.31%
  • Tomate — 10.18%
  • Passagem aérea — 9.48%
  • Abobrinha — 9.31%
  • Táxi — 9.16%
  • Etanol — 8.44%
  • Óleo de soja — 8.24%
  • Hormonal — 7.96%
  • Flores naturais — 7.76%
  • Farinha de trigo — 7.34%
  • Melão — 7.32%
  • Feijão carioca (rajado) — 7.1%
  • Hipotensor e hipocolesterolêmico —6.81%
  • Anti-inflamatório e antirreumático —6.79%
  • Oftalmológico — 6.75%
  • Antialérgico e broncodilatador —6.66%
  • Gastroprotetor — 6.63%
  • Antidiabético — 6.34%
  • Óleos e gorduras — 6.17%
  • Anti-infeccioso e antibiótico —6.15%
Leia também   BRB inaugura escritório de negócios no Supremo Tribunal Federal

Veja os produtos com maior alta acumulada em 12 meses

(variação anual até abril, em %)

  • Cenoura — 178.02%
  • Tomate — 103.26%
  • Abobrinha — 102.99%
  • Melão — 82.46%
  • Morango — 70.39%
  • Café moído — 67.53%
  • Transporte por aplicativo — 67.18%
  • Batata-inglesa — 63.4%
  • Repolho — 54.72%
  • Óleo diesel — 53.58%
  • Pimentão — 51.33%
  • Mamão — 45.62%
  • Gás veicular — 45.18%
  • Alface — 45.04%
  • Etanol — 42.11%
  • Couve-flor — 38.93%
  • Pepino — 38.26%
  • Melancia — 37.35%
  • Açúcar refinado — 36.99%
  • Maracujá — 36.75%
  • Brócolis — 35.7%
  • Gás encanado — 35.21%
  • Açúcar cristal — 34.61%
  • Gás de botijão — 32.34%
  • Óleo de soja — 31.53%

Read Previous

Membros da OMS aprovam resolução contra a Rússia

Read Next

Senado flexibiliza limite de gastos públicos com propaganda governamental