• 21/06/2024

Sistema da Fiocruz usa IA para rastrear futuras pandemias

Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo membros da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Rockefeller, trabalham no desenvolvimento de um sistema com Inteligência Artificial (IA) capaz de alertar as autoridades da saúde para o risco de potências pandemias.

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Ainda não disponível para o uso, a iniciativa recebe o nome de Sistema de Alerta Antecipado de Surtos com Potencial Pandêmico (ÆSOP, em inglês). Quando estiver pronta, as suas análises vão indicar surtos de doenças infecciosas, antes de estarem consolidados. Por exemplo, poderá ser usado contra os vírus H1N1 e coronavírus SARS-CoV-2.

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Sistema para prever pandemias
No começo do ano, os pesquisadores envolvidos no projeto com IA publicaram um artigo na revista Journal of Medical Internet Research (JMIR) Public Health and Surveillance. Segundo os autores, ali, estão “os princípios de design da arquitetura para um sistema de vigilância de alerta precoce”.

Sistema com IA quer prever o risco de possíveis pandemias (Imagem: Kjpargeter/Freepik)
Sistema com IA quer prever o risco de possíveis pandemias (Imagem: Kjpargeter/Freepik) – Foto: Canaltech

Para gerar os alertas futuros, o sistema mescla diferentes fontes de dados, incluindo o monitoramento dos atendimentos da atenção primária, da venda de medicamentos e das mídias sociais e notícias. A diversidade de fontes é um dos pontos altos da tecnologia, essencial na prevenção de surtos com potencial pandêmico.

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Além dessas informações, “a integração de dados bioclimáticos e socioeconômicos, bem como a [integração de] dados de redes de transporte e mobilidade, numa plataforma de análise de dados, juntamente com modelação matemática avançada utilizando Inteligência Artificial ou Machine Learning, permitirá uma estimativa mais precisa do risco de propagação de surtos”, acrescentam os pesquisadores.

Futuro da pesquisa

“Agora, estamos trabalhando na consolidação do sistema, garantindo que os alertas possam ser dados ao Ministério da Saúde em breve”, explica Pablo Ramos, pesquisador do estudo e vice-coordenador do Cidacs/Fiocruz Bahia, em nota.

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Em paralelo, os cientistas discutem com o estado do Amazonas a possibilidade de executar um piloto do sistema com IA na região. Para Ramos, a parceria “permitirá colher feedback direto sobre a utilidade e necessidades dos usuários”.

Fonte: JMIR Public Health and Surveillance e Agência Fiocruz

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