• 01/04/2025

Seu filho passa horas no computador ou celular? Saiba como mantê-lo seguro

Com a crescente digitalização da educação, lazer e socialização, o uso de computadores e dispositivos móveis tornou-se parte integrante do cotidiano dos jovens. No entanto, essa exposição prolongada à internet pode acarretar riscos que vão desde golpes virtuais até impactos na saúde mental e física.

Diante desse cenário, especialistas ouvidos pelo Terra recomendam uma abordagem equilibrada, que combine diálogo aberto, controle parental e incentivo ao uso saudável da tecnologia.

Diálogo aberto e consciente

Professor dos cursos de Tecnologia do Centro Universitário CESUCA, Arthur Marques afirma que, mais do que impor restrições, pais e responsáveis devem estabelecer um canal de comunicação aberto com os filhos sobre o uso da internet.

“Monitorar não significa vigiar de forma invasiva, mas criar um ambiente de confiança onde a criança ou adolescente se sinta confortável para compartilhar experiências e dúvidas sobre o que faz online”, ele explica.

A conscientização sobre os riscos da internet, como golpes, cyberbullying e exposição a conteúdos inapropriados, é fundamental para que os jovens desenvolvam autonomia e saibam se proteger.

Ferramentas de controle parental

Ainda segundo Marques, além do diálogo, existem ferramentas tecnológicas que auxiliam pais e responsáveis a monitorar e restringir conteúdos inapropriados.

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Além desse software, o especialista  sugere ferramentas como Qustodio, Microsoft Family Safety, Google Family Link e Kaspersky Safe Kids. Elas permitem monitorar sites visitados, tempo de uso, bloquear conteúdos inadequados, acompanhar a navegação e até mesmo rastrear a localização do dispositivo.

Contudo, essas soluções não devem ser vistas como uma forma de vigilância extrema, mas como um suporte para garantir uma navegação mais segura e equilibrada.

Configurações de privacidade e filtros de conteúdo

Segundo o especialista, o ambiente digital pode expor crianças e adolescentes a ameaças como cyberbullying, golpes e interações perigosas em redes sociais e jogos online.

Para minimizar esses riscos, ele diz, é essencial configurar controles de privacidade em redes sociais e plataformas de jogos, orientar sobre a importância de não compartilhar informações pessoais com desconhecidos e utilizar filtros de conteúdo, como o SafeSearch do Google, para bloquear materiais inadequados.

Além disso, a supervisão ativa e o conhecimento das plataformas que as crianças utilizam são estratégias fundamentais para prevenir problemas e garantir que o ambiente digital seja um espaço seguro e educativo.

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“Demonizar as tecnologias não é producente, porque o problema em si não está nas ferramentas, aplicativos, sites ou redes sociais, mas no nível de consciência digital que o usuário tem a começar pelos pais”, explica a psicóloga e professora de Dependências Digitais da PUC-PR, Edwiges Parra.

Para evitar a exposição a riscos, ela recomenda que os pais:

  • Monitorem a conversa, deixando claro que a internet não é um espaço sem supervisão;
  • Usem controles parentais de aplicativos e funções nativas dos celulares;
  • Acompanhem os hábitos digitais, buscando saber por meio de perguntas sobre que tipo de conteúdo consomem. “Aqui a dica é demonstrar interesse genuíno”, diz.
  • Criar um contrato com regras de uso, não deixando claro que o celular não é um direito absoluto, mas um privilégio com responsabilidades.
    Equilíbrio e saúde

Outro ponto de atenção é o impacto do uso excessivo das telas na saúde das crianças e adolescentes. O tempo prolongado no computador pode levar a problemas como sedentarismo, distúrbios do sono e dificuldades de concentração.

Para evitar esses efeitos negativos, ambos os especialistas recomendam estabelecer pausas regulares para descanso dos olhos e alongamentos, criar horários específicos para o uso da tecnologia, especialmente antes de dormir, e incentivar atividades offline, como esportes, leituras e interações sociais presenciais.

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Tempo de tela por idade

A psicóloga Edwiges Parra alerta que crianças de até dois anos não devem ter qualquer tipo de contato com telas.

“Entre dois e cinco anos, é recomendado no máximo uma hora por dia, sempre com supervisão e conteúdos educativos. Esse período pode se estender a duas horas quando a criança completar seis anos, e assim deve seguir até os 10. Entre 11 e 18 anos, é recomendado o uso de no máximo três horas diárias, priorizando o uso produtivo, evitando telas antes de dormir e monitorando impactos na saúde mental”, explica.

“O mais importante não é apenas o tempo, mas como o celular é usado, ou seja, prestar atenção a que tipos de conteúdo as crianças e adolescentes acessam. Uso excessivo pode prejudicar o sono, o desenvolvimento emocional e a capacidade de concentração.” – Edwiges Parra, psicóloga e professora do curso de Dependências Digitais da pós-graduação da PUC-PR.

(Portal Terra)

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