Pólen, mudanças bruscas de temperatura e maior circulação de vírus podem favorecer rinite, asma e doenças com manifestações na pele; especialistas orientam pais a ficarem atentos a sinais de alerta
Com a chegada da primavera, o aumento da concentração de pólen no ar e as mudanças de temperatura acendem um alerta para a saúde das crianças. Nesta época do ano, condições ambientais podem favorecer alergias respiratórias, como rinite e asma, além da circulação de algumas infecções virais que podem provocar febre e lesões na pele.
Espirros frequentes, coriza, coceira no nariz e nos olhos e dificuldade para respirar estão entre os sintomas que merecem atenção. Já febre acompanhada de manchas, bolhas ou outras alterações na pele pode estar relacionada a quadros infecciosos e exige avaliação adequada para identificar a causa.
Entre as doenças que podem ocorrer na infância estão catapora e síndrome mão-pé-boca, que apresentam características diferentes e não devem ser confundidas com manifestações alérgicas.
Por que as alergias podem piorar na primavera?
A primavera reúne fatores capazes de desencadear ou agravar sintomas em crianças predispostas a alergias. Um dos principais é a maior presença de pólen, que pode atuar como alérgeno e provocar crises de rinite e asma.
Mudanças bruscas de temperatura e condições como poeira, ácaros e outros irritantes ambientais também podem contribuir para o aparecimento ou intensificação dos sintomas.
Em crianças com rinite, são comuns manifestações como espirros repetidos, nariz entupido, coriza e coceira nasal. Nos quadros de asma, podem surgir tosse, chiado no peito, falta de ar e sensação de dificuldade para respirar.
Catapora e mão-pé-boca exigem atenção aos sintomas
Nem todos os sintomas que aparecem durante a estação têm origem alérgica. Infecções virais também podem atingir as crianças e provocar manifestações na pele.
A catapora (varicela) costuma provocar febre e lesões que evoluem para pequenas bolhas e podem surgir em diferentes partes do corpo. A doença é contagiosa, e a vacinação é uma das principais formas de prevenção.
Já a síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral mais frequente em crianças pequenas e pode provocar febre, lesões na boca e erupções principalmente nas mãos e nos pés.
Como diferentes doenças podem apresentar sintomas semelhantes, o diagnóstico não deve ser feito apenas pela aparência das lesões.
Como proteger as crianças durante a primavera?
Algumas medidas simples ajudam a reduzir a exposição a agentes capazes de desencadear alergias e também contribuem para a prevenção de infecções. Entre os cuidados estão manter a casa limpa e arejada, reduzir o acúmulo de poeira, higienizar as mãos com frequência e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas de doenças contagiosas.
A lavagem nasal com solução salina, quando realizada de forma adequada, pode auxiliar na higiene das vias respiratórias. Em situações específicas, o uso de máscara também pode reduzir a exposição a partículas e agentes respiratórios.
Outro ponto importante é manter a caderneta de vacinação da criança atualizada, seguindo o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A disponibilidade de cada vacina pelo SUS depende da idade, do esquema vacinal e das recomendações vigentes.
Quando procurar atendimento médico?
Pais e responsáveis devem procurar avaliação médica quando a criança apresentar dificuldade para respirar, chiado intenso, febre persistente, prostração, sinais de desidratação ou lesões na pele acompanhadas de piora do estado geral.
Dificuldade respiratória importante, lábios ou rosto arroxeados e alteração de consciência são sinais de urgência e exigem atendimento imediato.
Também é recomendável evitar a automedicação. O tratamento depende da causa dos sintomas e das características de cada criança.
Com medidas preventivas e atenção aos sinais apresentados pelo organismo, é possível atravessar a primavera reduzindo os riscos e procurando atendimento no momento adequado.

