• 16/09/2026

Comércio do DF cresce 7,6% no ano e supera média nacional, apesar de queda nas vendas em julho

Varejo recuou 0,3% na passagem de junho para julho, mas mantém expansão acima do resultado brasileiro; varejo ampliado avançou 2,8% no mês

O comércio do Distrito Federal registrou sinais distintos em julho de 2026, mas manteve desempenho acima da média brasileira nas comparações de médio e longo prazo. O volume de vendas do varejo recuou 0,3% frente a junho, enquanto o varejo ampliado avançou 2,8% no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A retração mensal do varejo do DF foi menor que a registrada nacionalmente. No Brasil, as vendas caíram 0,8% de junho para julho, na série com ajuste sazonal.

Apesar da queda no mês, os números acumulados mostram um cenário mais favorável para o comércio brasiliense. Na comparação com julho de 2025, o volume de vendas cresceu 6,6% no Distrito Federal, enquanto a média brasileira avançou 1,2%.

Varejo do DF acumula alta de 7,6% em 2026

De janeiro a julho, o comércio varejista do Distrito Federal acumulou crescimento de 7,6%, resultado superior ao avanço de 1,8% registrado nacionalmente no mesmo período. Nos últimos 12 meses, a expansão chegou a 6% no DF, contra 1,6% no Brasil.

Os números indicam que, embora julho tenha apresentado uma pequena retração na comparação mensal, o desempenho acumulado do setor permanece positivo.

A receita nominal também avançou. Em julho, houve crescimento de 0,1% em relação a junho e de 10,5% na comparação com julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho, a receita do varejo do DF cresceu 10,2%.

Varejo ampliado cresce 2,8% e DF se destaca no país

O resultado de julho foi ainda mais favorável no varejo ampliado, indicador que, além das atividades do varejo restrito, considera veículos e motocicletas, material de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo.

O volume de vendas avançou 2,8% no Distrito Federal entre junho e julho, enquanto a média nacional apresentou crescimento de 0,4%. Com o desempenho, o DF registrou a segunda maior expansão mensal entre as unidades da Federação, atrás de Mato Grosso do Sul, que avançou 3,6%.

Nas comparações de prazo mais longo, o cenário também permanece positivo. Frente a julho de 2025, o varejo ampliado cresceu 7,5% no DF, contra 1,8% no país.

No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, a expansão chegou a 7,3% no Distrito Federal, enquanto o Brasil registrou 1,9%. Em 12 meses, as altas foram de 4,7% e 1,2%, respectivamente.

Seis de oito segmentos do comércio registram crescimento

A expansão na comparação anual alcançou a maior parte das atividades pesquisadas pelo IBGE. Seis dos oito segmentos do varejo apresentaram crescimento no Distrito Federal em relação a julho de 2025.

O maior avanço ocorreu em outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 24,4%. Na sequência aparecem equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com crescimento de 15,6%.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançaram 8,4%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos cresceram 6,6%; móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 6%; e livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 3,1%.

Na direção contrária, tecidos, vestuário e calçados recuaram 4,9%, enquanto combustíveis e lubrificantes registraram queda de 3,8%.

Fecomércio-DF avalia desempenho do comércio

Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o resultado acumulado mostra a capacidade de crescimento do mercado local mesmo diante das oscilações mensais.

“O varejo teve uma retração no mês, mas, quando ampliamos a análise, vemos um crescimento de 7,6% no ano, muito acima da média nacional. O avanço de 2,8% do varejo ampliado em julho também demonstra a força do mercado do DF, lastreado no nível de emprego e renda característicos do funcionalismo público no DF”, afirmou.

Freire também citou fatores que, na avaliação da entidade, representam desafios para o setor, entre eles juros elevados, endividamento das famílias, tributação das compras internacionais e eventuais mudanças na jornada de trabalho.

As considerações sobre tributação e escala 6×1 representam a avaliação institucional da Fecomércio-DF sobre possíveis impactos para o setor, e não conclusões da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

Comércio do DF chega ao segundo semestre com avanço acumulado

Os números de julho mostram, portanto, dois movimentos. No curto prazo, o varejo restrito apresentou leve retração de 0,3%. Em uma perspectiva mais ampla, porém, o comércio do Distrito Federal mantém crescimento acumulado e resultados superiores aos nacionais.

Com alta de 7,6% entre janeiro e julho no varejo e de 7,3% no varejo ampliado, o setor chega ao segundo semestre mantendo uma trajetória positiva no acumulado de 2026.

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