• 17 de junho de 2021

O FINO DA POLÍTICA | As movimentações dos bastidores da política em Brasília

Por José Fernando Vilela

Qual é o lado de Artur Lira?

Foto: Reprodução Google Imagens

A política no Brasil não é para amadores e sim para profissionais. Que o diga o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Desde que sentou na cadeira da presidência, o deputado vem apresentando suas habilidades. Lira tem participado das decisões mais importantes para o Brasil. Ultimamente, o deputado Arthur Lira vem adotando posicionamentos políticos que faz com que a cúpula do governo Bolsonaro monitore suas ações. Em algumas situações, o presidente da Câmara se comporta como se estivesse agradando “velhos companheiros”. Daí, muitos se questionam qual é o verdadeiro lado de Arthur Lira. Governista? Bolsonarista? Petista?, Oportunista? Não se sabe.

Bolsonaro abre as portas para o Centrão e diminui influência militar

Foto: Reprodução Google Imagens

A pressão para trocar ministros e a abertura de porteira para o Centrão se instalar de vez na Esplanada dos Ministérios revela que o governo Bolsonaro sabe que não está bem das pernas. Já é dado como fato consumado em Brasília que a manifestação de insatisfação por empresários e o possível embate com Lula no próximo ano forçou Bolsonaro e aliados a buscarem um novo caminho e adotar outras estratégias. Com isso, a influência e o prestígio dos militares no governo entrou em baixa. Vai ver que o motivo seja que eles não compactuam com conchavos políticos. Mas, nesta terra que Deus abençoou, a ganância e o interesse político ainda falam mais alto. E o resultado não podia ser outro: Centrão no poder e militares com menos influência. Vale ressaltar que Bolsonaro agiu às vésperas dos generais celebrarem o golpe de 64 e a saída dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica nesta terça (30) deixam claro que as relações entre o presidente e os militares azedou.

Leia também   Ministros se reúnem para discutir ações de combate ao novo coronavírus

Flávia cumpriu a promessa com o marido e com a família Arruda

Foto: Reprodução Google Imagens

Quando lançou sua campanha para deputada federal, em 2018, numa casa de eventos às margens da via Estrutural, Flávia Arruda (PL-DF) disse publicamente que ela tinha várias missões, mas que uma delas era mais que especial: resgatar o nome da família Arruda. Na ocasião, Flávia afirmou para a plateia olhando para o marido, o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, que ela estava entrando para a vida política por ele e todos que estavam no local. A deputada enfatizou que aquelas pessoas eram todas da família Arruda. O desempenho e desenvoltura da deputada Flávia Arruda nesses dois primeiros anos de mandato, a levou para o Planalto. O nome Arruda volta a ficar em evidência em todo o país com a sua nomeação para ministra-chefe da Secretaria de Governo. Promessa feita, promessa cumprida.

Leia também   Bolsonaro recebe hoje governadores e presidentes de outros poderes

Solução caseira para o lugar de Anderson Torres na SSP/DF

Foto: Divulgação/SSP-DF

A mexida no tabuleiro na Esplanada fez com que o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), perdesse um dos seus secretários de primeira linha, o delegado da PF, Anderson Torres. Ele está entre os nomeados na reforma ministerial e vai comandar a pasta da Justiça e Segurança Pública. Com a vaga aberta, surgiram várias especulações sobre quem iria sentar na cadeira. Mas, Ibaneis decidiu nomear alguém ligado ao antecessor que estará na esfera federal e facilitará possíveis parcerias no futuro. O escolhido é o também delegado da PF, Júlio Ferreira, que estava como adjunto de Anderson Torres.

Leia também   Câmara tenta votar MP que facilita empréstimos a empresas

Nominatas para 2022 já estão em construção

Foto: Divulgação/TSE

Para quem acha que as eleições de 2022 ainda estão longe, pode cair do cavalo. As articulações para composição da nominata dos partidos para deputado distrital já estão ocorrendo. Para o próximo pleito eleitoral, os candidatos não contarão com as coligações o que pode dificultar um pouco mais as pretensões daqueles que se elegem contando com o voto alheio. O tal do quociente eleitoral favorece quem tem desempenho médio.

(Expressão Brasiliense)

Read Previous

Sem dono, R$ 162,6 milhões da Mega da Virada devem ir para a educação

Read Next

Por plataforma virtual, contribuinte pode negociar débitos com desconto no feriado prolongado