• 23 de outubro de 2020

OPINIÃO | O papel de educador também é seu

Por Fabiana Oliveira*

O dia 21 de setembro de 2020 ficará marcado como o dia em que começou o “novo normal” para muitas famílias, pois as crianças que estudam em escolas particulares passaram a ter a opção de retornar para a sala de aula. Em algumas instituições, esse retorno presencial ocorrerá de modo escalonado.

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Mas, será se elas e nós como pais estamos preparados para essas mudanças? Como será essa nova realidade? Como será esse novo começo, com as tais novas regras?

Concordo que estamos vivenciando um momento em que devemos nos preocupar com a saúde de nossos filhos e de toda a nossa família, porém, ao mesmo tempo, temos que nos adaptar a esse novo mundo que surgiu para todos com o coronavírus e aprender e desenvolver novos hábitos. A educação e a orientação devem, obrigatoriamente, começar em casa e não na escola como muitos pais pensam e agem, uma vez que o colégio deve ser visto como uma extensão.

Ao longo desse período de quarentena, muitas crianças sofreram com a falta da escola e passaram a apresentar problemas emocionais como a ansiedade gerando impactos e resultados fora do esperado.

Como já se passou um bom tempo desde que fomos obrigados a praticar o distanciamento social, vários pais não têm mais a opção de desenvolver suas atividades profissionais em casa, o famoso home-office. Por consequência, eles não têm com quem deixar os filhos para poder trabalhar, o que pode vir a prejudicar a renda familiar. O retorno para a sala de aula será opcional. Cabe a cada família analisar suas necessidades e prioridades para tomar essa decisão tão difícil, já que se trata do nosso bem mais valioso.

Com a pandemia, as escolas tiveram que se adaptar ao “novo normal” adotando medidas eficazes para que a mudança seja introduzida de maneira segura e garanta o bem-estar e a saúde dos nossos filhos, professores e toda comunidade escolar. Vale ressaltar que a “novidade” será um aprendizado para todos nesse resto de 2020 e em 2021.

Do meu ponto de vista, é hora de ter consciência e entender que infelizmente não podemos criar nossos filhos em bolhas ou super protegidos dos problemas da vida e do mundo. Temos que seguir em frente e deixá-los que aprendam a lidar com as intempéries que surgem no decorrer da caminhada, assim como foi feito conosco, ou você acha que lá atrás seus pais não tiveram o mesmo receio ou medo ao te deixar na escola ou na creche ou na casa de um amigo. A diferença é que não existia a covid-19, mas recebemos orientações para prestar atenção na aula, ouvir o professor, respeitar os coleguinhas, enfim, tivemos um direcionamento e é o que devemos fazer hoje com as nossas crias. Ou você é daquele que deixa o filho na escola e o professor que se vire? Se for, não reclame lá na frente. O papel de educador também é seu.

Aprendi que temos que encarar as coisas sempre de forma positiva e ser otimista para que nossos filhos vejam o nosso exemplo e sejam fortes para lidar e vencer esse momento que estamos passando. Lições que não são momentâneas ficam guardadas em nossa memória para sempre. Agindo assim, a chance de obter resultados positivos diante de toda essa adversidade é líquido e certo.

* Fabiana Oliveira é jornalista com especialização em Estratégia Competitiva nas Organizações, blogueira e editora-chefe do Destaque DF.

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