• 22 de janeiro de 2022

Mundo bate novo recorde de casos de covid, com 2,59 milhões em 24 horas

Por Estadão Conteúdo

Em meio à proliferação da variante Ômicron do novo coronavírus, o mundo registrou mais um recorde de novos casos de covid-19 em 24 horas, com 2,59 milhões de infectados. O país com mais casos registrados foi novamente os Estados Unidos, mas os 869 mil novos casos de terça-feira, 4, ficaram abaixo do recorde de mais de 1 milhão de infectados de segunda-feira, 3. A Ômicron já é responsável por 95,4% das novas infecções no país.

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Apesar da explosão de casos em razão da Ômicron, altamente contagiosa, o número de mortes está em queda. Com o avanço da vacinação, a média de óbitos nos últimos 7 dias caiu abaixo de 6 mil pela primeira vez desde outubro de 2020. O recorde de mortes em 24 horas no mundo segue sendo de 20 de janeiro de 2021: 18.062.

A média de óbitos nos últimos 7 dias (6.090) está inclusive abaixo da primeira onda da pandemia, em abril de 2020 – quando chegou a um pico de 7,1 mil. Os países com mais mortes por covid-19 na terça-feira, 4, foram Estados Unidos, com 2.383 mortes, Rússia, com 809, Índia, com 533, Polônia, 432 mortes, e França: 350.

A alta de casos nos EUA, que tem relação com as festas de fim de ano, causa impacto direto na reabertura das escolas. Uma crescente lista de cidades – incluindo Newark, Atlanta, Milwaukee e Cleveland – adotou nesta terça-feira o ensino remoto. Na segunda-feira, o Estado da Filadélfia anunciou que 81 escolas, de 216, teriam só ensino a distância.

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França tem recorde

A França registrou novo recorde, com 271.686 mil novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, informaram as autoridades sanitárias do país na terça-feira, 4. Essa foi a maior contagem em apenas um dia. O recorde anterior foi registrado na sexta-feira passada, 31 de dezembro: 232 mil novos infectados. Antes da atual onda, a França nunca tinha tido mais de 118 mil casos em um único dia.

Em meio à proliferação da variante Ômicron do novo coronavírus, Grécia e Suécia também anunciaram recordes de novos infectados: 50,1 mil e 11,5 mil, respectivamente.

As autoridades de saúde francesas alertaram que mais de 2 mil pessoas foram atendidas nos hospitais do país em um único dia na terça-feira. A disparada de casos é explicada também pelo aumento no número de testes realizados: foram 8 milhões na semana passada.

Mas, além da maior testagem, a taxa de positivos está alta: acima de 15% e próxima dos recordes do outono de 2020. Diante da nova onda de casos, o ministro da Saúde francês insistiu que as vacinas contra a covid-19 são a melhor barreira conhecida até o momento.

Nova Délhi impõe toque de recolher

As autoridades em Nova Délhi (Índia) ordenaram nesta terça-feira que as pessoas fiquem em casa nos próximos fins de semana por causa do aumento de casos de covid-19, que quadruplicaram em sete dias. Um dos infectados foi o ministro-chefe da capital, Arvind Kejriwal, que afirmou ter contraído o vírus apenas um dia após ter participado de um comício eleitoral sem máscara.

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Kejriwal, funcionário com maior cargo eleito na capital indiana, foi um dos 37.379 novos casos de coronavírus relatados na Índia nas últimas 24 horas. As mortes totalizaram 124.

O número de casos diários foi o maior desde o início de setembro – o país registrou 47.092 diagnósticos no primeiro dia daquele mês – e os especialistas suspeitam que a variante Ômicron começou a ultrapassar a Delta como predominante em território indiano, conforme ganha fôlego em regiões populosas como Délhi. As internações continuam baixas, apontam as autoridades.

Délhi está registrando mais de 4 mil novos casos por dia, e o vice-ministro-chefe, Manish Sisodia, disse que a maioria dos pacientes está apresentando sintomas leves e se recuperando rapidamente. Apesar dos indícios de que a Ômicron causa quadros mais leves do que cepas anteriores, ele afirmou, as pessoas terão que ficar em casa no sábado e nos domingos para controlar o vírus.

A orientação do governo federal tem sido que as autoridades locais imponham restrições de trânsito nas cidades se mais de 5% dos testes forem positivos. Nova Délhi ultrapassou essa marca na segunda-feira, com 6% das pessoas testando positivo.

A taxa geral de casos positivos da Índia quase triplicou desde o início de novembro para 3,24% na terça-feira, e algumas cidades já fecharam escolas e faculdades.

O Ministério do Interior confirmou até agora apenas 1.892 casos de Ômicron em todo o país, a maioria deles no Estado de Maharashtra, em Mumbai, seguido por Délhi. Pode-se levar dias, no entanto, para confirmar a cepa de um vírus através do sequenciamento do genoma.

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Desde que a pandemia atingiu pela primeira vez a Índia em janeiro de 2020, o país registrou 34,96 milhões de casos e 482 mil mortes. Cerca de 61% da população recebeu a primeira dose da vacina e a segunda dose já foi aplicada em 44,3% da população.

Confinamento na China

Outro país que impôs novas restrições foi a China, que confinou mais de um milhão de habitantes na cidade de Yuzhou, na província de Henan, depois de detectar três casos assintomáticos de covid-19, um mês antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim. Não foi especificado quanto tempo vai durar o confinamento.

Em toda Yuzhou, “barreiras serão colocadas para aplicar estritamente as medidas de prevenção”, disse o prefeito em sua conta oficial no Weibo, aplicativo popular entre os chineses.

Sair da cidade será proibido, a menos que se tenha uma autorização. Desde o surgimento da epidemia, em dezembro de 2019 as autoridades chinesas vêm aplicando a estratégia chamada de “covid zero”, que consiste em fazer o que for necessário para limitar ao máximo o surgimento de novos casos de transmissão local.

Nas últimas 24 horas, a China registrou 175 novos casos de coronavírus, dos quais 95 são em Xian, onde 13 milhões de habitantes também estão confinados há quase duas semanas. Este é o confinamento mais rígido realizado na China desde o de Wuhan, no início da pandemia.

Famosa pelos guerreiros de terracota, Xian é o novo epicentro da pandemia no país. Lá, mais de 1.600 casos foram detectados desde 9 de dezembro.

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