O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou nesta segunda-feira (19), por meio de nota oficial, que o Ministério da Fazenda tenha dado qualquer tipo de “ultimato” ao Governo do Distrito Federal (GDF) sobre um eventual aporte bilionário no Banco de Brasília (BRB).
A informação havia sido veiculada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que publicou reportagem afirmando que Haddad teria cobrado do GDF a destinação de recursos ao banco público para cobrir supostas perdas decorrentes de operações realizadas com o Banco Master.
Em nota, o Ministério da Fazenda foi categórico ao afirmar que Fernando Haddad “não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco de Brasília sobre o caso do BRB”.
Haddad também destacou que a pasta que comanda não possui atribuição legal para regular o Sistema Financeiro Nacional, competência que é exclusiva do Banco Central do Brasil.
Apesar disso, a matéria do Estadão chegou a sugerir que, sem o suposto aporte do GDF ao BRB, o banco poderia se tornar alvo de intervenção, criando um cenário de instabilidade e apreensão entre correntistas e acionistas, uma informação que foi frontalmente desmentida pelas notas oficiais.
O próprio BRB também se manifestou. Segundo a direção do banco, o Banco Central e a auditoria independente da Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll, estão analisando as operações realizadas entre o BRB e o Banco Master.
“Qualquer número não oficial divulgado publicamente é meramente especulativo, não correspondendo à realidade e não possuindo base técnica”, diz a nota da instituição.
Ainda de acordo com o comunicado, o BRB “permanece comprometido com a transparência, a governança e o cumprimento rigoroso de todas as normas que regem o sistema financeiro nacional”.
Oportunismo barato de adversários
Diante da fake news publicada pelo Estadão, políticos e parlamentares adversários do governo Ibaneis Rocha correram para as redes sociais tentando desgastar a atual administração do GDF, explorando um cenário que simplesmente não existe.
No entanto, as declarações claras e objetivas do ministro Fernando Haddad desmontaram rapidamente a fake news fabricada. O episódio escancarou o desespero e o oportunismo barato de setores da oposição, que tentam, a qualquer custo, atingir o grupo Ibaneis-Celina em pleno ano eleitoral, mesmo que para isso seja necessário recorrer a informações falsas.


