• 04/04/2025

Ar-condicionado ou climatizador? Como escolher a melhor opção para amenizar o calor

Uma das maneiras de enfrentar a onda de calor extremo dos últimos dias é recorrer a equipamentos que refrescam o ambiente. Ar-condicionados e climatizadores são opções para manter a temperatura amena, mas têm funções, potências e preços diferentes.

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Enquanto o primeiro é eficaz em retirar calor de grandes espaços, o segundo utiliza água para refrescar e ventilar o cômodo e tem preço mais acessível. Ambos servem como alternativa ao ventilador, que apenas movimenta o ar.

“Ele ajuda a remover o calor da superfície de nossos corpos, mas efetivamente não resfria o ambiente”, afirma René Teixeira, doutor em Engenharia Elétrica e coordenador na FMU (Faculdade Metropolitana Unidas).

AR-CONDICIONADO COMUM

Indicado para reduzir a temperatura em ambientes com pouca ventilação, o ar-condicionado funciona circulando um líquido refrigerante dentro de seu sistema. A expansão e contração deste líquido retira calor do ambiente.

É a opção mais cara e com maior gasto de energia, ainda assim, é o único que efetivamente resfria e baixa a temperatura do ambiente. Os mais utilizados são do tipo split, com uma parte dentro e outra fora da casa, tendo a vantagem de não ser tão barulhento. Há também os portáteis, com eficiência menor e consumo maior.

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São oferecidos em versões 220v e 127v. “Devido à alta demanda energética, utilizam plugues com pinos mais grossos, para 20 amperes. Não se deve usar adaptadores para pinos mais finos, pois certamente haverá um acidente”, diz Teixeira.

AR-CONDICIONADO PORTÁTIL

Todo aparelho do tipo é dividido em duas partes. A condensadora, a unidade barulhenta, que fica fora do ambiente, e o evaporador, que fica dentro, liberando ar frio. No caso do portátil, estes dois compartimentos ficam numa única caixa, tornando-o bastante barulhento.

Apesar de ter rodinha, é pesado e precisa de um grosso tubo plástico para conectar o aparelho a um ambiente externo para dar vazão ao calor gerado. O tubo costuma ser conectado a uma janela, o que pode trazer problemas de instalação e prejudicar a refrigeração do ambiente por falta de vedação do espaço.

Outro ponto a ser avaliado é a formação de água no reservatório, o que exige seu esvaziamento, por meio de uma torneira. Em alguns modelos é preciso retirar a cada dois dias; os mais sofisticados aguentam semanas.

Ainda assim, o portátil é uma boa alternativa para locais com paredes de drywall ou prédios e condomínios que não permitem a instalação na fachada.

CLIMATIZADOR

O aparelho funciona como um ventilador, com hélices que fazem o ar circular, mas tem componentes extras, que ajudam a umidificar o ambiente e reduzir a sensação térmica. Ele vem com um aspersor (borrifador) de água e com osciladores ultrassônicos, responsáveis por soltar uma névoa.

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O climatizador tem preço mais em conta e melhora a qualidade do ar, deixando-o mais úmido. Funciona melhor em condições de tempo seco. “Nestas situações e em sistemas mais potentes, podemos reduzir a temperatura em até 10°C”, afirma o engenheiro.

Para maior efeito umidificador, prefira as janelas fechadas. Com as janelas abertas, a troca de calor e de umidade com o ambiente externo aumenta, e ele pode ser menos eficiente. “Ele pode ser bastante agradável para um uso mais direcionado.”

VENTILADOR

Opção mais comum e barata, o ventilador funciona com um motor elétrico conectado a hélices. Ele circular o ar, mas não baixa a temperatura.

De teto ou de superfície, com modelos sem hélices —estes com preço alto e eficiência menor— os ventiladores consomem de 55 a 150 watts de energia por hora. Quanto maior a potência, maior a quantidade de ar circulando no ambiente. Contudo, o preço na conta de energia será maior.

Para ambientes amplos, a melhor opção são os de teto. Já para direcionar o ar para um local específico, como uma mesa, os de superfícies são mais indicados.

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“Alguns possuem inclusive um aspersor de água, que ajuda a melhorar a sensação térmica do ambiente, o que os aproxima de um climatizador”, diz Teixeira.

No momento de escolher o aparelho, é preciso avaliar o impacto no sistema respiratório. Para que a troca gasosa no pulmão seja adequada, o ar tem que estar na temperatura corporal, que é de 36°C.

“Esse calor todo é adquirido no trajeto entre o nariz e os alvéolos pulmonares. Nesse caminho, existem mecanismos para adequar a temperatura do ar, sua umidade e filtragem de impurezas”, diz o médico Rodrigo Pereira, vice-presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica.

Mudanças bruscas ou uma refrigeração extrema ressecam o ambiente e exigem mais do sistema respiratório, piorando casos de rinite e asma.

Ar-condicionado é o que mais resseca, deixando o clima frio e seco. Para evitar o problema, não deixe o aparelho chegar aos extremos de temperatura. “Em um calor de 35°C não vá colocar o ar-condicionado a 17°C, mas a 23°C”, orienta Pereira.

Ventiladores são os que causam menos impacto, avalia o otorrino, pois apenas refrescam levemente o ar. Climatizadores geram menos ressecamento, mas é preciso cuidado com aqueles que pedem água ou gelo, pois se estiverem contaminados podem transmitir agentes nocivos ao ambiente.

(Folha de São Paulo)

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