• 20/07/2024

‘Scott Pilgrim: A Série’ deve conquistar mesmo quem não gosta de anime

Scott Pilgrim Contra o Mundo“, lançado em 2010 nos cinemas, tornou-se daqueles filmes obrigatórios para quem ama cultura pop. Com dezenas de referências a games e ícones da música, a produção é considerada até hoje um fiasco de bilheteria—foram cerca de US$ 47 milhões de faturamento, contra US$ 60 milhões de orçamento de produção.

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Agora a história ganha uma segunda chance com o lançamento de “Scott Pilgrim: A Série”, que estreia nesta sexta-feira (17) na Netflix. Parece até uma loucura da plataforma de streaming em investir em uma produção que não teve o retorno devido nos cinemas, mas o personagem criado originalmente por Bryan Lee O’Malley sempre falou alto.

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Em sua versão em história em quadrinhos, publicada em seis volumes entre 2004 e 2010, o público geek foi criando proximidade e se tornou um fã-clube fiel, incentivando até mesmo o desenvolvimento de um videogame no mesmo ano de lançamento do filme.

Cena de ‘Scott Pilgrim: A Série’ – Cortesia Netflix

Apesar do fracasso de bilheteria, Scott Pilgrim entrou no rol de filmes cults. Seja por sua trilha sonora, ao revisitar o indie e o pop, ou por seu visual ultracolorido que referencia jogos da Nintendo, como “Mortal Kombat” e “Super Mario Bros”.

“Scott Pilgrim: A Série” chega em um momento oportuno, pegando carona com a nostalgia que vem tomando o audiovisual em 2023: basta pensar no live-action de “A Pequena Sereia“, lançado em maio, ou em “Barbie“, versão cinematográfica da clássica boneca divulgada em julho.

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Para empolgar ainda mais os fãs, a série tem outra proposta: toda a história é apresentada em oito episódios curtos de 30 minutos e em anime. Para manter o gostinho de pertencimento antigo, os atores do filme, como Michael Cera (que vive o protagonista) e Mary Elizabeth Winstead (Ramona Flowers), dublam seus personagens originais.

Se não bastasse esse clima todo, há mais surpresas: a história apresentada na série sofre alterações em comparação ao filme. O F5 teve acesso à leva de capítulos e pode adiantar que há uma impressionante reviravolta ainda no final do primeiro episódio.

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A história geral é a mesma: Scott Pilgrim terá que lutar (e vencer) os sete ex-namorados de Ramona, por quem acaba de se apaixonar. A jovem acaba de se mudar para sua cidade, Toronto, e a relação dos dois se desenrola como no longa original. No entanto, há um desvio de rota (que não podemos entregar, porque spoilers têm limite).

O seriado inédito entrega um bom conteúdo e se mantém fiel à história original. Assim como o longa dirigido por Edgar Wright, a produção com chancela Netflix respeita o legado e os elementos que fizeram o jovem geek ser enaltecido pelos millenials de plantão.

(Folha de São Paulo)

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