• 3 de agosto de 2021

‘Whatsapp’ do Google quer desbancar Apple

O gigante de buscas Google quer que as pessoas deixem de usar o iMessage para troca de mensagens e passe a usar mais a solução desenvolvida por eles. A ação tem como principal alvo os Estados Unidos, dado que 46,9% da população tem iPhones e utiliza o serviço de mensagens da Apple para se comunicar. E qual o argumento que o Google usa contra a Apple? Segurança.

De maneira simples, quem tem iPhone consegue mandar mensagens que vão além de textos — como fotos, vídeos, memes — usando o iMessage. Porém, quando o assunto é a troca de mensagens de Android para iPhone, isso não é possível, uma vez que as mensagens são automaticamente convertidas em SMS.

Além de ser um padrão bastante antigo, o SMS é também menos seguro. Daí vem a provocação do Google: a gigante de buscas conseguiu fazer com que a troca de mensagens entre celulares Android e iPhones possa ser feita de forma segura, usando a criptografia para o padrão RCS (o “primo mais bonito” do SMS, que permite enviar fotos e vídeos por mensagem).

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Para o Google, se a Apple consegue fazer com que seus usuários troquem mensagens num fomato similar ao RCS entre si, por que não usar o RCS de fato e estender a comunicação mais segura às trocas entre iPhones e celulares Android?

A explicação é bastante óbvia: porque a Apple pode perder alguma vantagem competitiva ao permitir que usuários de qualquer sistema operacional possam conversar com iPhones sem prejuízos no iMessage. Hoje, esse serviço é mantido pela própria Apple como um benefício adicional aos usuários de iPhones.

Ainda assim, nada está perdido. Em entrevista ao site 9to5Mac, um porta-voz da gigante de buscas não confirmou se a Apple e o Google discutiram a adoção do RCS em iPhones.

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Além disso, o Google pode se beneficiar do fato de que norte-americanos não estão tão felizes com os iPhones quanto aqueles que adquiriram aparelhos da rival Samsung. Uma pesquisa do Índice de Santisfação do Consumidor Americano (ASCI) mostrou que a sul-coreana assumiu a liderança do ranking, ultrapassando a Maçã.

Esse parece ser mais um movimento do Google para tentar se tornar popular entre os apps de mensagens. Por enquanto, o status da empresa era o de quem havia “perdido esse bonde”. Da criação do GChat em 2005 — um serviço de mensagens instantâneas do Gmail –, passando pelo Google Wave , que reuniria e-mails com fotos e lembretes, até o Google Spaces, similar a um fórum, que almejava competir com redes sociais como o Facebook, nada pareceu emplacar o suficiente.

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Apesar da discussão ser um ponto importante pela popularidade que o iMessage tem nos Estados Unidos, no Brasil, ela não deve mudar muito o cotidiano de troca de mensagens. Isso porque, como já se sabe, os brasileiros têm preferência pelo WhatsApp para mandar e receber conteúdos dos mais variados tipos — de áudios a vídeos. Estimativas da Opinion Box mostram que o app está instalado em 99% dos celulares dos brasileiros.

Ou seja, mesmo com a discussão esquentando nos Estados Unidos, caso tudo dê certo por lá, parece que o Google terá um desafio ainda maior do lado de cá: enfrentar o app de Mark Zuckerberg.

(Portal Exame)

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