• 26 de outubro de 2020

Pandemia reforça papel da mulher na economia familiar, aponta Febraban

O isolamento social que já dura quatro meses no Brasil trouxe ainda mais responsabilidade para as mulheres, como aponta o segundo levantamento Observatório Febraban (Federação Brasileira de Bancos), feito entre os dias 7 e 15 de julho, com 1,5 mil chefes de família, homens e mulheres responsáveis pelo sustento das casas de todas as regiões do país.

“O isolamento social, ao forçar a reconfiguração da agenda nos lares, aumentou o seu papel das mulheres na gestão do orçamento e no planejamento do futuro das famílias”, diz o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe.

Homens e mulheres se equivalem no gerenciamento da poupança e investimentos da família, mas elas dominam a administração do orçamento doméstico, sendo que 56% das mulheres entrevistadas declararam assumir essa função.

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As mulheres também absorveram o aumento da carga de trabalho doméstico em meio à pandemia. Em 63% dos casos elas que, majoritariamente, limpam a casa e em 68% das vezes preparam as refeições.  O relatório aponta ainda que 60% deles dizem ser responsáveis pela vida escolar dos filhos, mas 71% delas relata que essa tarefa recai somente sobre elas.

“Apesar do aumento da carga de trabalho doméstico e do convívio intenso em meio à pandemia, não foi relatada intensificação de conflitos familiares”, diz Isaac Sidney, presidente da Febraban. Mesmo em confinamento, quase 90% dos entrevistados aumentaram ou mantiveram a satisfação com seus lares e em 71% deles não houve aumento de brigas.

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Futuro

O estudo revela ainda que a expectativa dos chefes de família sobre a vida após a pandemia está marcada pela ideia de mudança. Mais da metade preveem que os hábitos de suas famílias não serão os mesmos quanto à: forma de estudar (60%); de trabalhar (57%); e ao modo de fazer compras (55%).

No mundo pós-pandemia, 67% dos entrevistados acredita que suas famílias irão dedicar maior atenção à saúde, enquanto 29% dizem que esse cuidado continuará do mesmo jeito de antes. Outra tendência, para 48% é investir mais tempo em ações de solidariedade com os mais carentes. A prática de exercícios físicos também ganhará força entre os hábitos para 42% dos entrevistados.

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O levantamento aponta ainda que 60% dos entrevistados acreditam que a vida das suas famílias vai melhorar ou pelo menos voltar à situação pré-pandemia. Um terço, porém, espera dias mais difíceis.

A expectativa é de 55% na manutenção dos gastos ou até de aumento para 27% dos entrevistados. Apenas 17% preveem cortes no orçamento familiar. Segundo os dados levantados, a alimentação será priorizada nas despesas das famílias, seguida das contas de serviços básicos, como energia, água e gás.

(Portal Exame)

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